Sempre gostei de tatuagens. Talvez pelo ar descolado que elas transmitem. Talvez pelo grito silencioso contra o preconceito que elas são. Ou talvez porque seja legal ser simplesmente diferente.
Falava tanto disso que, aos 15 anos convenci minha mãe a ir comigo no estúdio de um amigo: eu ia fazer a primeira tattoo! Claro que uma coisa delicada, feminina e escondida: um sol estilizado e sombreado na nuca, que mantenho até hoje.
Eu estava eufórica: não senti dor, muito menos arrependimento. Eu tinha certeza do que queria. E sabia que não ia parar por aí.
Aos 17, fiz duas estrelas no pé. Doeram um pouco (manquei por dois dias, com o pé parecendo um pão) mas adoro-as até hoje: representam para mim a dualidade de tudo.
Aos 19, decidi fazer uma fada apenas em tons de preto no lado direito das costas, bem acima do bumbum. Mas ela ficou mais escura do que deveria, o sombreado não ficou legal. Resultado: dois anos depois eu me arrependi, e queria cobri-la a qualquer custo.
Talvez para representar uma nova fase da vida, decidi que dessa vez faria algo bem maior.
Encontrei o tatuador perfeito, e dei total liberdade para que ele sugerisse e escolhêssemos juntos o rumo que a tatuagem ia tomar. Inicialmente, eu iria apenas cobrir a fada com um dragão.

Mais tarde, decidi que queria fazer também meia manga com lótus, e no fim das contas, o tatuador me convenceu a juntar no dragão com vários outros elementos orientais, formando um painel.

6 meses depois, sonhei que tinha feito uma carpa fêmea na coxa, continuando a tatuagem e completando todos os elementos orientais que um dia desejei tatuar.

Não pensei duas vezes! Atualmente, estou tatuando a coxa e sei que o trabalho final ficará ainda mais lindo do que já está.

As pessoas perguntam se eu não tenho medo de me arrepender, e eu respondo: você tem medo de se arrepender quando faz uma coisa que gosta e deseja muito?
Tattoo? Dói, sangra, coça e é pra sempre, mas quando se tem certeza, o arrependimento não existe. Tattoo, para mim é arte, é contar histórias e me expressar sem voz.
E por fim, uma curiosidade: tatuagens orientais com elementos tradicionais que cobrem grande parte do corpo são denominadas IREZUMI. A minha já totaliza 77h e há previsão de mais algumas.
E você? Qual sua história? ;)
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Significado e simbologia do painel oriental presente em minha tattoo:
Dragão: O desígnio de tatuagem de dragão simboliza nobreza, magia, o poder de transformação e imaginação, perseverança, lealdade, poder e a habilidade para transcender o usual para esses que vencem os dragões do dia a dia, o dragão representa coragem, dever, honra e a frase mais nobre ao meu ver que se seguida a risca ou seja colocada em pratica no nosso dia a dia nossas vidas se transformariam, de forma surpreendente.
Carpa: Em tatugens a carpa a subir significa força para alcançar os objetivos, determinação em superar um obstáculo.
Flor de Crisântemo: O crisântemo é um símbolo de simplicidade taoísta e perfeição.
Lotus Rosa: Este supremo do loto, geralmente reservada para os mais altos deidade. Assim, naturalmente, é associada com o Grande Buda. PS: (as outras cores de lotus tem outros significados)
Cerejeira: A Flor de cereja é um símbolo de beleza feminina e sexualidade, adicionalmente, a flor de cereja também é o símbolo chinês que simboliza o amor, é amplamente usado no “moku hanga” uma arte japonesa tradicional que data muitos séculos atrás, e tambem freqüentemente usadas em tatuagens que retratam contextos orientais.


























